quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Problemas Ambientais

Actualmente, o nosso Mundo é vítima de inúmeros problemas, causados quase na totalidade pelo Homem. Estes problemas têm se agravado de uma maneira assustadora desde a afirmação da Revolução Industrial em meados do século XIX. Este momento da história marca a altura em que as fábricas começam a produzir em maior quantidade por via da utilização de fontes de energias mais rentáveis que o próprio esforço humano.
No entanto o uso destas energias sendo mais rentável para o Homem, não o é para o Ambiente que com a passagem do século XX vai sofrendo cada vez mais danos, por exemplo a nível atmosférico, sendo que o efeito mais grave ocorre na camada do ozono, que tem vindo a desagregar-se. Este facto conduz a um Aquecimento Global, e a alterações climáticas que dele derivam.



As energias a que nos temos referido como impulsionadoras da produção e causadoras de problemas ambientais são combustíveis fósseis, que actualmente possuem uma grande utilização ao nível dos transportes, através do combustível resultante do tratamento do petróleo. Para além deste existe ainda o gás natural e o carvão. Todos eles são fontes de energia esgotáveis, daí se designarem de Energias Não Renováveis, pois a sua formação leva milhões de anos, ou seja, o tempo de consumo do Homem é bastante inferior ao da sua produção, o que levará em certa altura ao seu desaparecimento, desaparecimento esse que está previsto para as décadas mais próximas. Quando tal acontecer, o Mundo precisa de estar preparado para suprir a necessidade de combustíveis derivados destas fontes, e a alternativa até ao momento mais viável é a utilização de Energias Renováveis.
Nos próximos anos poder-se-á não só assistir ao desaparecimento destas fontes de energia, como também à ultrapassagem do ponto ambiental, que marca ficticiamente o máximo de poluição que pode existir no planeta, de modo a que seja possível o retorno a um planeta saudável. Estudos recentes mostram que se nada for feito nos próximos cinco a dez anos de modo a reduzir drasticamente a poluição atmosférica existente, essa marca que o planeta teme poderá ser atingida.
Este alerta surgiu desde os anos 80 e 90, mas só em 2005, após muitas reuniões e conferências é que foi assinado um protocolo. Falamos do Protocolo de Quioto, que segundo o que ficou acordado, obriga os países que dele fazem parte (que produzem pelo menos 55% dos gases poluentes libertados na atmosfera) a reduzir os níveis de poluição em pelo menos 5,2% em relação aos valores do ano de 1990 entre 2008 e 2012. Isto dará uma folga ao ambiente, mas não é suficiente, daí que outros acordos venham a ser estabelecidos ao longo dos anos. A falha mais visível neste protocolo é o facto de os Estados Unidos da América não terem concordado, ficando assim um dos países mais poluidores, de fora de um acordo bastante importante, e sem responsabilidades ambientais (neste caso pelo menos).



Até à data a recolha de Energias Renováveis está muito aquém do que é necessário para conseguir superar a utilização dos combustíveis fósseis e para diminuir a poluição ambiental, mas, no entanto, actualmente assiste-se a um feliz aumento da sua procura, também com causa no apoio financeiro que alguns países dão a quem usufrui deste tipo de energias, e à maior facilidade com que é possível obter um colector, seja de que energia for, embora a Energia Solar seja a mais acessível, quer a nível de painéis fotovoltaicos, quer de colectores solares. Estas provêm de fontes inesgotáveis, embora nalgumas seja o Homem o responsável por garantir a sua existência (biomassa por exemplo).
É de frisar que quando mais à frente se referir as diversas vantagens e desvantagens de cada energia renovável, não se deve levar o número de cada em grande consideração, mas sim a importância de cada facto.
Ainda assim a maior utilização deste tipo de energia tem de ser antecipada, pois o maior problema para o nosso futuro e para o dos nossos descendentes, não será a falta de energias, mas sim a falta de um ambiente onde possamos viver em condições normais.

Nós temos de tratar do mundo que nos dá tudo o que precisamos, pois ele sozinho não se pode defender das acções imprudentes do Homem.

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